6 itens com nomes franceses que provam que estamos rodeados pelo idioma

21/09/2017

 

Por Karen Natasha

Você está cercado por franceses e nem percebeu. Mas não são as pessoas, são objetos e alimentos que contaram com a contribuição de nativos da terra da Torre Eiffel para existir. Do abajur ao petit gâteau, listamos aqui algumas curiosidades sobre itens que fazem parte de seu cotidiano e que provam que o idioma francês faz parte da sua vida - mesmo que você ainda não tenho notado.

 

[caption id="attachment_1455" align="aligncenter" width="300"]abajur tiffany Morguefile Detalhe de abajur Tiffany (Foto: Morguefile)[/caption]

Abajur


Não é apenas o nome que tem um toque francês (abat-jour, que significa “abaixar a luz”), mas também sua história, que começa em Paris, no século XVI. Com a substituição de lampiões a gás por lâmpadas elétricas, que possuíam uma luz intensa, luminárias passaram a ser utilizadas para disfarçar esse brilho, algumas delas feitas pelo designer Louis Comfort Tiffany, com vidro colorido característico do modelo. O abajur Tiffany, aliás, é considerado parte do movimento artístico europeu Art Nouveau (Arte nova, em francês) , que surgiu no fim do século XIX e influenciou o design, a arquitetura e a decoração da época, tendo como principais elementos o ferro e o vidro.

 

 

[caption id="attachment_1456" align="aligncenter" width="300"]Pão tipo Pão tipo "baguete" (Foto: Pixabay)[/caption]

Baguete

O famoso pão-símbolo de Paris e que hoje é adorado por toda a França, além de ter conquistado fãs no restante do mundo, é mais que um alimento tradicional. A baguete (em francês, baguette) é o verdadeiro pão francês - já que aquele que leva esse nome por aqui é uma invenção brasileira. Sua origem é recheada de histórias.

Uma das versões conta que a baguete foi instituída por convenção como “o pão da igualdade”, em 1793; o decreto tornava obrigatório que todo cidadão francês tivesse acesso ao mesmo tipo de pão, ou seja, la baguette. Na época, sem refrigerador, os franceses enfrentavam problemas para armazenar e conservar os alimentos, o que levou a uma escassez geral de pão no país. Assim, só as pessoas mais ricas conseguiam consumir o produto, que chegava a preços altíssimos. Contudo, várias tentativas para reerguer o consumo fracassaram, e isso só começou a mudar, de fato, entre os séculos 19 e 20, com o surgimento de tecnologias que facilitavam a produção do famoso pão, da colheita do trigo aos instrumentos modernos nas padarias. Assim, o preço do alimento ficou mais em conta.

Embora atualmente seja típico da França como um todo, somente após a 2ª Guerra Mundial a baguete ultrapassou as fronteiras de Paris, se tornando um fenômeno em todo o país. Hoje, a baguete - cujas medidas oficiais devem ser de 80 centímetros de comprimento, de 6 a 7 cm de largura e peso entre 250 e 300g -  já entrou para a lista dos amantes de pão também em todo o Brasil.

 

 

[caption id="attachment_1457" align="aligncenter" width="225"]Batom (Foto: Pixabay) Batom (Foto: Pixabay)[/caption]

Batom

Um dos itens de maquiagem mais tradicionais, o batom e produtos equivalentes a ele são utilizados para colorir os lábios desde o Egito antigo. De lá para cá, os lábios coloridos - com ingredientes naturais (como insetos e plantas) ou artificiais - já foram bem vistos e mal vistos na sociedade. Encantaram a nobreza durante o reinado da rainha Elizabeth I, no século 16, e foram condenados pela igreja, durante a Idade Média.

A palavra batom (do francês bâton, ou seja, bastão) surgiu no século 20, graças ao perfumista francês Rhocopis, que criou o “baton serviteur” (bastão servidor), produto de cor vermelha feito com massa de talco, óleo de amêndoas e essências de bergamota e limão, vendido em embalagem cilíndrica de papel de seda. A invenção, a princípio, conquistou apenas prostitutas e atrizes, porém, após a Segunda Guerra Mundial, donas de casa também se renderam ao cosmético.

Nos Estados Unidos, em 1915, surgiu também algo semelhante ao baton serviteur: um colorante labial em forma de tubo metálico. Por lá, o produto teve boa aceitação. Na década de 1920, até a revista Vogue, uma das publicações de moda e beleza mais conceituadas no mundo, já considerava o acessório indispensável para mulheres de classe. O batom sólido como conhecemos hoje foi criado em 1930. Nos dias de hoje, o cosmético não apenas dá um toque colorido aos lábios, mas também protege contra intempéries como frio, sol e vento.

 

[caption id="attachment_1458" align="aligncenter" width="300"]Cogumelo tipo Cogumelo tipo "champignon" (Foto: Pixabay)[/caption]

Champignon

O famoso cogumelo comestível que compõe pizzas e pratos requintados também é conhecido como “cogumelo de Paris”, devido à sua origem. Possui alto teor de proteína e pouca gordura, por isso é considerado um alimento saudável e complementa dietas mundo afora. O alimento, que é da família dos fungos, também é rico em antioxidantes e ajuda a reduzir o colesterol. Pode ser consumido fresco ou em conserva.

 

[caption id="" align="aligncenter" width="300"]Sutiã Sutiã, peça do vestuário feminino cujo nome tem origem francesa (Foto: Pixabay)[/caption]

Sutiã

A peça, essencial no dia a dia do guarda-roupa feminino, não tem uma origem bem definida. É possível que o ancestral do que vemos hoje nas lojas tenha sido criado há quase dois milênios!

Isso porque mosaicos dos séculos 3 e 4 D.C mostram mulheres usando faixas sobre os seios, semelhantes ao item de vestuário que conhecemos.

Entretanto, é possível que o desejo de se libertar das amarras do espartilho, que modelava a cintura e ao mesmo tempo prejudicava a saúde das mulheres, tenha contribuído para o surgimento do sutiã. Em 1889, a francesa Herminie Cadolle separou o espartilho em duas partes, colocando alças na superior, para garantir a sustentação. Em 1905, a invenção já era comercializada, sob o nome de “soutien-gorge” (sustentador de seios), hoje, apenas soutien (abrasileirado para “sutiã”).

Em 1913, porém, a estadunidense Mary Phelps, de 19 anos, decidiu criar algo diferente, que não lhe atrapalhasse ao usar seu vestido de baile. Com lenços de seda amarrados por faixas, conseguiu a patente do produto em 1915. A partir de então, a peça passou por diversas transformações no que se refere a tecido, tamanho e modelo. Na década de 1960, sutiãs foram queimados por grupos feministas em protestos pela liberdade da mulher.

 

[caption id="attachment_1460" align="aligncenter" width="300"]Sobremesa Petit Gâteau (Foto: Pixabay) Sobremesa Petit Gâteau (Foto: Pixabay)[/caption]

Petit gâteau

A origem dessa sobremesa também é controversa. Composto por um pequeno bolo de chocolate crocante por fora e cremoso por dentro, geralmente acompanhado por sorvete de creme, o doce tem origem contada em duas versões, uma dos Estados Unidos, e outra da França. Em ambas, o petit gâteau (“bolo pequeno”, em tradução livre) surgiu devido a um erro culinário, popularizando-se a partir da década de 1990.

Na primeira versão, o forno aquecido demais fez o bolo perder o ponto. Na segunda, um chef francês, atuando em Nova York, errou na quantidade de farinha da massa. Assim, embora o nome da sobremesa seja francês, não se sabe ao certo o quanto a França está presente na mesma.

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Karen Natasha


 

Karen Natasha é jornalista, apaixonada por livros, moda e meio ambiente. Com experiência em assessoria de imprensa e redação de revistas, aproveita suas horas vagas para aprender mais sobre comunicação, design, fotografia, inglês, francês e espanhol. Sonha em viajar pelo mundo e apreciar paisagens naturais e castelos pelo planeta.

 

 

 

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Karen Natasha
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Karen Natasha é jornalista, apaixonada por livros, moda e meio ambiente. Com experiência em assessoria de imprensa e redação de revistas, aproveita suas horas vagas para aprender mais sobre comunicação, design, fotografia, inglês, francês e espanhol. Sonha em viajar pelo mundo e apreciar paisagens naturais e castelos pelo planeta.


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