Sem idade para aprender: depois dos 50, casal tem aulas de francês e faz viagem internacional

26/10/2017

 

Aprender um novo idioma é um desafio, mas quando o objetivo é algo comum entre duas pessoas tão próximas, a experiência pode ser ainda melhor. Este é o caso de Selma Cordeiro e Geraldo Magela de Oliveira, casal que aos 54 anos, por indicação da filha, Bárbara, resolveu se preparar para visitá-la na França, com aulas em dupla para aprender o idioma em 30 dias. A viagem, por fim, se estendeu para além de Paris, chegando até a Bélgica!

 

Em contagem regressiva para a viagem, as aulas aconteceram na casa de Selma e Magela. “A experiência foi boa para o que pretendíamos. O maior desafio foi aprender uma nova língua na qual eu nunca tinha pronunciado nenhuma palavra. Mas os melhores momentos foram a descoberta de um idioma gostoso de falar e a descontração com que aprendemos. Ter aulas em dupla facilitou todo o processo”, declara o consultor financeiro Magela. Para Selma, a professora que os ensinou é excelente, mas aprender uma língua em tão pouco tempo foi um desafio. “Os melhores momentos foram as brincadeiras entre nós que acabaram resultando em conhecimento também. Ter aula em dupla facilitou porque estávamos no mesmo nível de conhecimento”, destaca a dona de casa.

 

Há quem ache que, depois dos 40 anos, é impossível aprender. Mas o casal prova que basta se dedicar para falar um segundo idioma. “Realmente não é fácil aprender uma nova língua após os 50 anos, porém, não é impossível. Precisamos saber escolher muito bem os profissionais que irão nos ajudar a atingir este objetivo”, salienta Magela, frisando que um método de ensino flexível, que considere as diferenças entre as faixas etárias, é bem-vindo.

 

Já Selma acredita que cada pessoa aprende de uma forma diferente, por isso deve procurar um método que atenda suas necessidades. “Eu, por exemplo, preciso escrever o que está sendo ensinado e necessito que o professor repasse a matéria algumas vezes. Assim fixo melhor o conteúdo”, diz.

 

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 Selma e Magela durante viagem à Ghan, na Bélgica

 

Uma viagem, muitas lembranças

 

Como toda a família do genro é francesa, a ideia dos alunos era mostrar que podiam interagir no idioma. Além disso, na opinião de Magela, é uma boa opção saber falar algumas palavras na língua do país para onde se pretende ir.  “As pessoas te tratam melhor e acho que também demonstra respeito em relação a cultura para onde vamos viajar”.

 

E viajar com a filha proporcionou ótimos momentos para o casal, inclusive de interação no idioma. “Consegui entender melhor os diálogos”, diz Selma. A experiência foi repleta de paisagens, como as cidades de Bruges, Ghan e Bruxelas, na Bélgica, e a região da Riviera Francesa, como Nice, Saint Tropez, Antibes, Mônaco, e outros lugares no sul do país. Foi possível conversar um pouco com a família do genro e improvisar, quando necessário. “Como falo um pouco de inglês e eles também, quando ‘apertava’ acabávamos falando em Inglês”, lembra Magela, destacando que, futuramente, pretendem voltar para a França e conhecer também outros países, como Alemanha e Suíça.

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Paisagem em Mônaco, um dos destinos visitados pelo casal durante viagem à França

 

O próximo objetivo, aliás, é incrementar os conhecimentos em inglês. “É uma língua usada em vários países e quase todos franceses falam inglês. E como temos amigos americanos, isto iria nos ajudar muito”, comenta Selma.




Karen Natasha
por Karen Natasha

Karen Natasha é jornalista, apaixonada por livros, moda e meio ambiente. Com experiência em assessoria de imprensa e redação de revistas, aproveita suas horas vagas para aprender mais sobre comunicação, design, fotografia, inglês, francês e espanhol. Sonha em viajar pelo mundo e apreciar paisagens naturais e castelos pelo planeta.


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